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Pequenas histórias para boi dormir
 

Leia abaixo trechos de dois contos de "Pequenas histórias para boi dormir", de A. Soares Neto.

A estrela Duda

(...) Todo o pessoal daquelas águas ficou numa alegria enorme quando num dia, bem cedinho, quando o sol estava aparecendo e iluminando o mundo, uma coisa diferente aconteceu num cantinho bem claro daquele mar enorme.
Uma estrelinha do mar estava nascendo.
Sabe como nascem as estrelas do mar?
Vou contar.
Quando as estrelas vão ficando muito velhinhas, elas vão saindo do fundo do mar e vão subindo, su¬bindo, até chegar no céu. Durante esse caminho elas vão deixando um rastro de poeira prateada que se espalha pelo mar inteiro. Aí, durante a noite, a lua cheia vem e coloca uma gota de luar por cima de cada grãozinho de poeira, que com o peso vai indo bem devagarzinho até chegar no fundo do mar, onde fica esperando a hora certa de nascer.
E foi assim que aconteceu naquele dia de um belo mês de abril.
Do meio daquela areia branca do fundo do mar apareceu um bracinho lindo que espreguiçou e fez um movimento largo dizendo para o mundo: Cheguei!
Depois outro braço, depois outro e quando se viu bem eram cinco bracinhos que pareciam dançar no movimento da água.
O miolo dela era cor de rosa bem clarinho. Era o rosto da estrelinha.
Um rosto tão delicado que parecia vidro, e com dois olhões tão vivos que pareciam querer ver o mundo inteiro de uma vez.

Lio e Léo

(...) Enquanto isso, do outro lado das pedras, em frente à baleia mecânica, aconteciam as provas de laço e de tambor. Os melhores peões do fundo do mar disputavam para ver quem é que seria o melhor do ano. Ver quem é que ia ganhar as esporas de ouro, o maior prêmio que alguém podia ganhar por ali. O campeão ia ser festejado durante um ano inteiro. Poderia até ser candidato a prefeito, tão popular ia ficar, tanta fama que ia ter.
Lio e Léo também estavam nessa disputa.
Cada um montado em seu cavalo marinho de rabo torcido e fazendo grandes cumprimentos para a multidão que batia palmas.
A disputa era a do laço, muito difícil. Tinham que correr muito e laçar as pernas das grandes e ferozes lagostas que estavam na pista. O problema é que cada uma delas tinha oito pernas. E tinham que laçar todas as oito de uma vez só.
O outro problema era o juiz da disputa, o Betão. Um caranguejo muito esperto que virava os olhos para tudo quanto é lado. Enxergava tudo o que acontecia, não deixando passar nenhum erro dos peões.
Não tinha como enganar, o jogo tinha que ser limpo.
Acontece que Lio e Léo tinham lá suas manhas, eles treinavam o ano inteiro para essa prova e conheciam todas as maneiras de conseguir o que queriam, sem parecer, mas sempre um ajudando o outro, afinal eram irmãos.
E começou a disputa....

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